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( Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (Foto: Arquivo/Antonio Cruz/Agência Brasil) )

Moro tenta impedir FBC na liderança do governo no Senado

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, vem tentando convencer o Palácio do Planalto a não nomear o pernambucano Fernando Bezerra Coelho (MDB), envolvido em suspeitas na Operação Lava-Jato, como líder do governo Bolsonaro no Senado, segundo a Revista Época. 

De acordo com apuração do colunista Guilherme Amado, um dos principais defensores de FBC é o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM). 

Na semana passada, segundo o parlamentar confirmou ao Diario de Pernambuco, as articulações estariam sendo intermediadas pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) e pelo líder do MDB, Eduardo Braga (AM). Após ser consultado, Braga conversou com a bancada emedebista no Senado, que não apresentou rejeição ao nome de FBC para ser líder governista. 

O martelo será batido pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), que está internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando da retirada de uma bolsa de colostomia. A previsão é de que Bolsonaro tenha alta nesta quarta-feira (13). 

O movimento de Onyx pró-FBC se trata, ainda, de uma tentativa do governo de aproximação com a bancada do MDB, a maior do Senado, com 13 parlamentares. O MDB teve candidato à Presidência do Senado, Renan Calheiros (AL), e saiu derrotado na disputa no plenário. Agora, a tentativa é de conter a ala mais ligada a Renan. Fernando Coelho, inclusive, foi um dos articuladores a favor da postulação do alagoano ao comando da Casa Alta do Legislativo. Os emedebistas ficaram contemplados apenas com a Terceira-Secretaria na eleição da Mesa Diretora por meio do senador Eduardo Gomes (TO). 

Caso seja confirmada a indicação para a liderança governista, Fernando Bezerra Coelho se consolidaria como principal interlocutor da bancada de Pernambuco com o Governo Federal. Atualmente, o PSB, do governador Paulo Câmara, faz oposição a Bolsonaro, e Fernando se tornaria um aliado de primeira hora da gestão Jair Bolsonaro.

Fernando já foi líder do governo Michel Temer de (MDB) por quase seis meses, de agosto até dezembro do ano passado, quando o ex-presidente deixou o Executivo.  
 

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