MATEUS PEDROSA
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Expectativas não faltavam para o Clássico das Multidões deste domingo (17) pelo Campeonato Pernambucano. Para o primeiro jogo do ano protagonizado por Sport e Santa Cruz esperava-se bastante emoção e pressão, esta pesando para o lado rubro-negro, devido à vexatória eliminação na Copa do Brasil para o Tombense. Porém, nem multidão o jogo conseguiu atrair. De fato, público muito abaixo do cabível nas imensas arquibancadas do Arruda (16.483 espectadores). No âmbito futebolístico, um jogo morno, com pouca intensidade e criatividade baixíssima.
Em jogos de equipes de potenciais similares, é comum a alternância de dominação em intervalos de tempo no jogo. No Clássico, isso ocorreu, mas de forma espaçada. Nitidamente, o Leão foi melhor no 1º tempo, e a Cobra Coral, no 2º tempo. O Sport conseguiu ser melhor quando acionou seus pontas, Ezequiel e Guilherme, para explorarem suas velocidades rumo à linha de fundo ou para quebrar as linhas de marcação com dribles. Somente dessa forma que o time conseguiu incomodar o adversário, o que revela escassez de criatividade pelo meio. Após o jogo, o técnico Milton Cruz ainda deu declaração deplorável de que o time foi superior ao adversário e teve criatividade durante todo o jogo, indo de encontro ao que foi visto claramente na partida.
Já o Santa sobressaiu-se no segundo tempo com uma postura tática bem definida para a composição de um time reativo. Esperou o time adversário, e explorou seus erros no contra-ataque. Aproveitando o espaçamento existente entre todo o time do Sport e a ausência de criatividade no meio, o Tricolor incomodou quando saiu em velocidade no contra-ataque, em estratégia que deu certo por parte do técnico Leston Júnior.
Em uma partida sem um futebol exuberante, outros fatores foram notáveis, mas de forma negativa, para o esporte. É triste ver um ídolo do Sport e um grande jogador do futebol pernambucano em má fase no seu fim de carreira. O goleiro Magrão falhou de forma irreconhecível no gol feito por Allan Dias.
Além disso, a confusão gerada no fim do jogo entristece os admiradores do futebol. Tudo por um lance discutível na área do Santa que poderia gerar a penalidade máxima em favor do Sport. Se o árbitro Luiz Sobral realmente errou, lamenta-se pela influência direta na partida. Porém, nesse caso, nada justifica a postura abusiva de praticamente todo o time do Sport com o juiz.
O que aflige ainda mais, como humano, é observar a postura do atacante Juninho do Sport, que foi expulso após o jogo e se comportou pessimamente frente ao repórter Victor Pereira (CBN) próximo ao vestiário. O atleta já teve portas fechadas pelo Sport, pelo Corinthians, tem um passado violento e, frente ao momento de mostrar que aprendeu, de se redimir, de convencer a todos que se tornou uma pessoa melhor, falhou novamente ao derrubar o microfone do profissional do rádio pernambucano.
O deputado estadual João Paulo Costa (AVANTE) foi eleito, hoje, presidente da Comissão de Esportes e Lazer da Assembleia Legislativa de Pernambuco para o biênio 2019/2020. O parlamentar é o único membro da oposição a ocupar a presidência de uma comissão na Casa.
"O objetivo é realmente movimentar essa comissão, promover audiências públicas, além de discutir temas importantes, com a ideia de incentivar a prática de esportes e lazer, que acredito ser importante para inclusão de jovens e adolescentes, principalmente nas escolas do nosso Estado”, pontuou João Paulo após assumir a presidência.
O deputado ainda reforçou a importância do esporte como forma de inclusão social, e em discurso falou que quer levar a prática de esporte a escolas públicas e estaduais.
Além de presidir a comissão de Esportes, Costa integrará como titular a Comissão de Constituição, Legislação e Justiça e de Administração Pública, além de ser suplente na Comissão de Finanças e Orçamento, Educação e Assuntos Internacionais da Alepe.
Fazem parte da Comissão de Esportes e Lazer os deputados Aglaílson Victor (PSB), Pastor Cleiton Collins (PP), Paulo Dutra (PSB) e Romero (PP). Além dos suplentes, que são Claudiano Martins Filho (PP), Clóvis Paiva (PP), Guilherme Uchoa (PSC), Henrique Queiroz Filho (PR) e Joaquim Lira (PSB).
RAFAEL PEREIRA Neste sábado (9), aconteceu o primeiro Clássico das Emoções de 2019: Náutico 2x2 Santa Cruz nos Aflitos, em partida válida pela 4ª rodada da Copa do Nordeste. O jogo fez jus ao nome parcialmente: duas equipes com objetivos similares na temporada, campanhas idênticas na competição regional e igualdade também no placar da partida.
O Santa Cruz teve um início de jogo animador, pois, apesar de jogar fora de casa, teve atitude para atacar e chegou a abrir o placar muito cedo, por sinal um belo gol de Pipico, o veterano atacante coral esperou a chegada do zagueiro Sueliton e o deixou na saudade antes da finalização. O tricolor ainda manteve a superioridade por algum tempo, mas Wallace Pernambucano, conhecido como ‘El Tanque’ carinhosamente pela torcida alvirrubra, resolveu aparecer para o Timbu, saiu da sua posição para fazer uma boa jogada na lateral do campo, e aguardou a movimentação de Jorge Henrique para fazer um ótimo cruzamento, este que, mesmo estando marcado por dois adversários, tocou de cabeça para empatar. Após o gol, a torcida mandante se empolgou, os atletas do Náutico se encorajaram e passaram a chegar com maior frequência no campo de ataque, mas com apenas uma chance clara de gol, novamente com Jorge Henrique que não superou Ricardo Ernesto.
O segundo tempo foi parecido com o primeiro: Santa começando melhor, fazendo gol no início e dominando controlando o jogo, destaco neste gol a desorganização da defesa do timbu, haja vista que Elias avançou com a bola sozinho até a entrada da área antes de bater cruzado para Pipico completar. O Náutico respondeu com seu segundo gol em um momento que não vinha bem, não conseguia criar chances e foi presenteado pelo zagueiro Vitão com um gol contra; infelicidade do defensor coral que não havia comprometido o time em nenhum momento da partida.
Em uma análise mais sucinta, o jogo foi bom, pegado mas o árbitro Marielson Alves, da Bahia, deixando a bola rolar, com equipes muito dispostas fisicamente, emoção no placar e outros fatores que tornam os clássicos mais atraentes. Os times tiveram espaços para atacar, principalmente pelas laterais, dando um dinamismo animador tanto para torcida quanto para o telespectador avulso. No entanto, após o segundo gol do Náutico, a partida esfriou, as chances de gol foram sumindo aos poucos, ao ponto de ver muitos torcedores deixando o estádio antes do apito final. Nenhum dos lados deve se queixar do resultado, mas quem esteve sutilmente mais perto da vitória foi o Santa Cruz, por ter tido algumas chances a mais e a defesa do Náutico estar precisando urgentemente de ajustes. Ficou clara, ainda, a necessidade do Santa Cruz contratar um meia, conforme prometido pelo presidente Constantino Júnior.
A seleção brasileira irá enfrentar Bolívia, Venezuela e Peru na fase de grupos da 46ª Copa América. O sorteio foi realizado nesta noite (24) no Rio de Janeiro. A competição irá ocorrer no Brasil entre 14 de junho e 7 de julho deste ano.
Ao todo, 12 seleções disputam a Copa América. Elas foram divididas em três grupos com quatro participantes. Além das seleções da América do Sul, Japão e Catar participam como convidados da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), entidade responsável pela competição.
Como país-sede, o Brasil figura no grupo A. O grupo B reúne Argentina, Colômbia, Paraguai e Catar. Já o Grupo C terá Uruguai, Equador, Japão e Chile.
A cerimônia foi apresentada pelos jornalistas Tadeu Schmidt e Fernanda Gentil e o sorteio foi conduzido pelo ex-jogador Cafu, capitão do Brasil na conquista da Copa do Mundo de 2002. Ele teve como assistentes outros atletas que fazem parte da história do futebol: o uruguaio Diego Lugano, o argentino Javier Zanetti, o colombiano Francisco Maturana, o paraguaio Romerito e os brasileiros Zico, Zé Roberto e Marta.
O evento contou ainda com a participação de Ronaldinho Gaúcho. Ele apresentou a bola desta edição, que foi inspirada no grafite brasileiro. Houve também apresentações de artistas brasileiros, como os músicos do Monobloco e a dançarina Lellêzinha, ex-integrante do Dream Team do Passinho, grupo formado nas comunidades do Rio de Janeiro.
O Brasil sediará a Copa América pela quinta vez. As outras ocorreram em 1919, 1922, 1949 e 1989. Em todas essas edições, a seleção brasileira se sagrou campeã.
A trajetória em busca de mais um título começa em São Paulo no dia 14 de junho, às 21h30, quando a seleção enfrentará a Bolívia no Morumbi. Na segunda rodada, o Brasil encara no dia 18 junho a seleção venezuelana, no mesmo horário na Fonte Nova, em Salvador. O último confronto da fase de grupos será novamente em São Paulo, dessa vez na Arena Corinthians. O adversário será o Peru, às 16h do dia 22 de junho.
Caso se classifique em primeiro lugar, o caminho da seleção brasileira terá as quartas de final na Arena do Grêmio e a semifinal no Mineirão. A final no Maracanã está agendada para 7 de julho, às 17h.
Se o Brasil terminar a fase de grupos na segunda posição, os jogos da sequência antes da final serão no Maracanã e no Mineirão. Até mesmo o terceiro melhor colocado de cada grupo pode conseguir a classificação para a segunda fase da competição. Neste caso, porém, dependerá do desempenho do terceiro lugar dos demais grupos.
As partidas da 46ª Copa América vão ocorrer em seis estádios, sendo dois deles em São Paulo: a Arena Corinthians e o Morumbi. Os outros palcos do jogos são Mineirão (Belo Horizonte), Arena Grêmio (Porto Alegre), Fonte Nova (Salvador) e Maracanã (Rio de Janeiro), onde será disputada a grande final.
Ingressos podem ser adquiridos pela página oficial da competição. Os preços da entrada inteira variam de R$ 60 a R$ 890. Há meia-entrada para todos os setores, disponíveis conforme estabelece a legislação.
A Copa América foi realizada pela primeira vez em 1916. O Uruguai, maior campeão, venceu em 15 oportunidades. Argentina com 14 conquistas e Brasil com oito integram a lista dos maiores vencedores da competição. O campeão da última edição é o Chile.
Atualmente, a competição ocorre a cada quatro anos. A escolha da sede da 46ª Copa América no Brasil dá sequência à série de eventos esportivos internacionais que vêm sendo realizados no país: a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
RAFAEL PEREIRA A bola só vai rolar no dia 14 de junho, mas o Brasil já começou a Copa América 2019 com sorte, não deve ter problemas para se classificar para as quartas de final, e caso tenha precisaremos cobrar e muito a seleção pela grande diferença técnica em relação aos adversários.
Separando cada adversário da chave, o Brasil estreia contra a Bolívia, o mais fraco de todos da chave e do torneio ao lado do Catar. A seleção brasileira tem obrigação não só de vencer, mas de jogar bem contra os bolivianos, costumam jogar com a maioria dos jogadores dedicados na marcação muito pela pouca qualidade de seus atletas; a maioria dos que são convocados nos últimos anos são os jogadores que atuam no próprio país e se destacam no futebol local. Vale ressaltar que apesar do elenco ser fraco tem experiência internacional, a maioria dos convocados atuam por The Strongest, Jorge Wilstermann e Oriente Petrolero, clubes que frequentemente disputam Libertadores da América e Copa Sul-Americana. O destaque do time é Marcelo Moreno, atacante conhecido no Brasil pelo tempo que jogou por aqui, atualmente joga no futebol Chinês.
Muitos estão acostumados a considerar a Venezuela um saco de pancadas junto à Bolívia, mas a verdade é que os venezuelanos possuem uma geração com bons jogadores e um time mais organizado, a prova disso é que a maioria de seus atletas atua na Europa, mesmo sem nenhum deles atuar em um gigante europeu, estão acostumados a enfrentar os craques latino-americanos em grandes ligas. É bom lembrar da última Copa América, em que a Venezuela fez 7 dos 9 pontos possíveis em um grupo com Uruguai e México, só não foi primeira da chave porque o saldo de gols dos mexicanos era melhor, sua eliminação foi diante da Argentina nas quartas de final.
Analisando o elenco, considero um pouco desequilibrado, enxergo os jogadores do setor ofensivo muito melhores do que os de defesa, mas contra o Brasil todos devem priorizar a marcação. O jogador mais famoso do elenco é Rondón, o centroavante joga na tão badalada Premier League pelo Newcastle, mas eu também destacaria outro jogador, Josef Martínez, também acostumado a jogar como a referência no ataque. Apesar de atuarem na mesma posição, os dois atacantes são muito diferentes, Rondón é alto, forte e brigador, sua especialidade é o cabeceio, um dos melhores da América do Sul nesse fundamento; enquanto Martínez é baixinho e muito veloz, gosta do famoso 1 contra 1 e finaliza muito bem, inclusive de cabeça, apesar da pouca altura tem uma impulsão muito grande; o jogador foi destaque e artilheiro do Atlanta United na última temporada, atual campeão da MLS.
Por último, a seleção peruana que incomodou muito mais do que estávamos acostumados nos últimos anos, foi bem nas eliminatórias e se classificou para a Copa do Mundo da Rússia, 3º lugar na Copa América de 2015 e líder do grupo B na Copa América 2016 em que estavam Brasil e Equador. Promete ser o adversário mais difícil da seleção brasileira, elenco muito experiente e que joga junto há muito tempo, o principal desafio do técnico Ricardo Gareca será uma renovação do time nos próximos anos, visto que maioria das referências do time já passou dos 30 anos, sem perder o nível de competitividade atingido por esse grupo, que joga sem temer camisa de nenhum adversário.
Enfim, Venezuela e Peru estão crescendo bastante e devem trazer um pouco mais de dificuldade, mas ainda estão distantes do nível da seleção brasileira, enquanto a Bolívia é aquele adversário ideal para uma goleada logo na estreia, jogar bem e conquistar a torcida para restante do campeonato.
As atenções do futebol sul-americano estarão voltadas nesta quinta-feira (24) à noite para a Cidade das Artes, na zona oeste do Rio de Janeiro. Às 19h30, começa o sorteio dos grupos para a 46ª edição da Copa América de futebol masculino, que será realizada de 14 de junho a 7 de julho no Brasil.
O pentacampeão mundial Cafu será o mestre de cerimônias da festa. Junto com ele, participarão do sorteio a melhor jogadora do mundo por seis vezes, Marta, e os craques Lugano, Javier Zanetti, Francisco Maturana, Romerito, Zé Roberto e Zico. Ronaldinho Gaúcho, eleito o melhor jogador do mundo em 2004 e 2005, terá participação especial.
Participarão do torneio 12 países, dez da América do Sul (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) e dois convidados (Japão e Catar). Todos serão divididos em três grupos. O Brasil, Uruguai e a Argentina são cabeças de chave.
A Copa América volta ao Brasil depois de 30 anos. A partida de abertura será no Estádio do Morumbi, em São Paulo, e a final, no Maracanã. Além das duas capitais, as partidas estão marcadas para Belo Horizonte (Mineirão), Porto Alegre (Arena do Grêmio) e Salvador (Fonte Nova).
Estreia oficial do Santa Cruz na temporada, técnico novo, muitos jogadores desconhecidos da torcida. Elementos que amenizam e podem até mesmo justificar a atuação do time, afinal por mais que a partida tenha deixado a desejar na parte técnica o empate fora contra o Botafogo-PB pode ser considerado um resultado dentro do esperado, levando em consideração também o histórico de equilíbrio máximo entre as equipes (em 10 confrontos, 3 vitórias para cada e 4 empates).
Analisando mais a fundo o jogo, é possível perceber o quanto faltou técnica aos atletas. Poderíamos fazer uma relação considerável de situações que poderiam mudar a história do embate caso o nível de alguns jogadores não estivesse tão abaixo das expectativas. Durante o 1º tempo principalmente, quando o fôlego era maior, as duas equipes se entregaram bastante, muita demonstração de raça e motivação. Mas, se fosse apenas isso, todos os elencos seriam compostos por seus torcedores.
Pois é, esse primeiro tempo foi difícil de assistir, escanteios cobrados direto pra fora, falta perigosíssima que o Hericlis desperdiçou, uma das piores cobranças de falta que já vi naquela distância, sem falar que ele ainda teve uma ótima chance para o Santa em uma jogada pela direita mas quando entrou na área esqueceu a bola e passou lotado mesmo estando com ela sobre seu domínio.
A jogada que mais animou os torcedores tricolores foi uma boa enfiada de bola de Marcos Martins para Elias, que saiu na entrada da área e chutou de canhota, ele não acertou a bola direito, o arremate saiu torto e não teria o caminho do gol, mas a bola desviou no defensor do Belo e obrigou o goleiro Saulo a fazer sua principal e única intervenção relevante no jogo.
No segundo tempo, a partida foi mais aberta, as duas equipes tiveram chances claras mas não alcançaram o momento mais esperado de uma partida de futebol, o gol. Os primeiros 15 minutos foram favoráveis aos pernambucanos, com três boas oportunidades, duas com Augusto de cabeça. Na primeira, Elias cruzou uma bola muito alta e ele conseguiu ganhar do zagueiro na disputa por cima, na segunda, ele estava sozinho, na linha da pequena área na frente do gol depois de um belo cruzamento de Marcos Martins pela direita e mandou pra fora. A terceira chance desperdiçada foi um lance de pura irresponsabilidade, a bola estava chegando em Elias, dentro da grande área, ele tinha mais dois companheiros de time ao seu lado e apenas um marcador botafoguense para os três, quando a bola chegou ele tentou uma bicicleta, que nem tomou a direção da barra, a bola subiu e não trouxe perigo, mais uma oportunidade de gol que o Elias não consegue nem finalizar como um jogador profissional.
Apesar de ter enfatizado os lances ofensivos do Santa Cruz, foram os paraibanos que chegaram com real perigo, aos 24 minutos, a melhor jogada da partida, Marcos Aurélio dá um passe nas costas da defesa para Rafael Ibiapino, ele esperou a chegada do Clayton e rolou para o camisa 7 soltar o pé direito em um ótimo chute cruzado no ângulo, azar do Botafogo que o goleiro Ricardo Ernesto foi buscar em uma grande defesa mandando para escanteio.
A partir daí só dava Belo, principalmente após a expulsão boba de Neto Costa, os dois amarelos foram duas faltas desnecessárias, a segunda inclusive em um carrinho praticamente na grande área do adversário. Problema sério para Leston Júnior que no próximo jogo não terá o titular, Pipico por conta de lesão nem o seu reserva, Neto Costa que cumprirá suspensão.
Voltando aos lances finais, quando a partida ganhou um pouco de emoção, aos 39 minutos Marcos Aurélio teve uma chance na meia lua, mas finalizou para fora. Aos 46, Marcos Aurélio fez jogada pela esquerda e rolou para trás, Rogério soltou uma bomba perigosíssima, mas Ricardo Ernesto estava lá mais uma vez para espalmar à linha de fundo, os paraibanos tiveram pressa para criar outras oportunidades mas o Santa Cruz conseguiu suportar bem e “gastar o tempo”.
Como ponto positivo da partida destacaria a defesa coral, o Botafogo não saiu nenhuma vez na cara do gol, conseguiu fechar bem os espaços; a prova disso é que as chances do Botafogo foram em arremates de longe, com exceção do chute de Clayton, em que a defesa também estava bem posicionada mas com a qualidade no passe do Marcos Aurélio a linha foi quebrada. Durante os 90 minutos foi a única vez em que isso ocorreu, o Leston Júnior ainda terá muito trabalho mas começou certo, organizando a defesa, setor que toda equipe competitiva precisa ter bem estruturado.
O desafio do treinador será a parte ofensiva, caso Pipico estivesse em campo talvez ele aproveitasse uma das chances de Augusto, Elias ou Hericlis (para mim o pior em campo). Até porque as chances foram criadas, principalmente pelo flanco direito quando Marcos Martins (meu destaque do jogo ao lado de Ricardo Ernesto) participava das jogadas ofensivas, como a bola enfiada para Elias no primeiro tempo e o cruzamento preciso para Augusto no início do segundo.
Na próxima rodada, o tricolor terá uma tarefa ainda mais complicada, o Bahia que fez excelente temporada em 2018 e se reforçou bem para a série A 2019.
MATEUS PEDROSA
pedrosa@portalrcf.com.br
Nesta terça-feira (15), será iniciada a maior competição regional do país. A Copa do Nordeste, ou com uma pitada de criatividade do povo, a Lampions League contará com 16 times divididos em 2 grupos de 8, em uma disputa que promete ser emocionante. Destes, 4 estão na série A do campeonato nacional (Bahia, Ceará, Fortaleza e CSA), 2 estão na série B (CRB e Vitória), 6 estão na série C (ABC, Botafogo-PB, Confiança, Náutico, Sampaio Corrêa e Santa Cruz) e 4 estão na série D (Altos, Moto Club, Salgueiro e Sergipe).
Essa mistura de 4 divisões pode gerar a ilusão de um
campeonato desequilibrado e sem graça, mas isso não passa de mera impressão.
Isso porque os times de pequeno porte, a partir da mudança no regulamento da
competição, passam por uma seletiva prévia, que serve de filtro para reunir os
melhores e tirar de jogada clubes que serviriam de "saco de pancada".
Outro e principal fator de equilíbrio da Copa do Nordeste é sua data de início.
Enquanto os times de maior poderio técnico e financeiro começaram a se preparar
recentemente, os times mais modestos tiveram suas temporadas encerradas de
maneira muito mais precoce e, dessa forma, puderam se preparar, principalmente,
na parte física com maior cautela e antecedência. Assim, embora os times mais
humildes tenham desvantagem inicial na parte técnica, possuem maiores vantagens
na parte física, fazendo com que os jogos fiquem mais acirrados.
A Lampions tem muito mais peso para os participantes
de menor porte. A competição perde em importância somente para o campeonato
nacional, que é responsável por fornecer o caminho de acesso às divisões
superiores. O melhor nisso tudo é que o calendário permite uma boa conciliação
das duas competições, já que a primeira fase do Nordestão acaba dia 7 de março
e os campeonatos brasileiros (séries A, B, C e D) só começam no mês de abril.
Além disso, a competição é mais uma forma de gerar renda (salvadora da
temporada para algumas equipes), seja pela premiação, pelas quotas de TV ou
pelo público pagante nos jogos, que nessa temporada deverá ser maior devido à
maior ocorrência de partidas nos fins de semana.
Todavia, para os principais times da região a competição
também tem sua importância. Não é prioridade, mas também não é de se descartar.
Sempre é bom aumentar o faturamento, testar o time, entrosar o elenco. Mas o
principal, e é aqui que esses time se unem aos menores para um mesmo desígnio,
a conquista da taça e a consequente classificação direta para as oitavas de
final da Copa do Brasil.
Ah, não podia esquecer! A
competição, por estreitar a disputa entre os clubes nordestinos, é um pilar
para a resenha entre as torcidas. Qual será o maior do Nordeste em 2019? Ainda
não se sabe, mas a resenha e as provocações já começaram e provavelmente não
terão fim. Que bom que há o Nordestão para proporcionar espetáculos, dentro e
fora de campo.
MATEUS PEDROSA
pedrosa@portalrcf.com.br
Qualquer time sentiria a saída de Cristiano Ronaldo,
inclusive o maior de todos os tempos: o Real Madrid. Não há problema no
rebaixamento técnico com a transferência do jogador para a Juventus, visto que
qualquer jogador para substituí-lo na posição, não será páreo o suficiente. Mas
com o gigantismo e a magnitude do clube aliados ao excelente elenco que ainda
restou ao detentor de 13 títulos da Uefa Champions League, não se
esperava que a atual fase chegasse.
Após a despedida de Zidane e Cristiano Ronaldo, o
Real Madrid consolou sua torcida com o título protocolar do Mundial de Clubes
da FIFA. Apenas. Hoje (7), o clube se encontra na 5ª colocação na La Liga,
o que teria como resultado se o campeonato terminasse hoje, a não classificação
para a Champions. Mas quais as razões para esse momento inaceitável do
clube?
Em primeiro lugar, faltou visão de futuro para a
administração, no sentido de identificar a vida útil do elenco e planejar a paulatina
renovação. Era imprescindível se preparar para a saída inevitável do craque
português. Além disso, os dirigentes erraram na reposição do treinador.
Contrataram Lopetegui num contexto bastante discutível e, na minha visão, não é
um treinador à altura de Zidane. À brasileira, após alguns resultados ruins,
demitiu-se o técnico e decidiu-se dar uma chance à Solari, um prata da casa,
mas sem ter o manejo ideal com o elenco.
É evidente que o Real Madrid está órfão de liderança,
tanto dentro como fora de campo. Dentro de campo, apesar da presença de Gareth Bale, Modric (atual melhor do mundo),
Kroos, Marcelo, Sérgio Ramos, Casemiro, entre outros, não se ressalta uma
liderança psicológica nem técnica, diante da má fase de boa parte dos citados.
Isso fica comprovado com a animação da torcida ao ver a bela atuação de Vinícius
Júnior na sua estreia como titular, que vem sendo um dos poucos pontos positivos
das partidas feitas pelo Real. Claro que os jogadores têm muita culpa nisso
tudo. Mas o novo técnico também. É impensável imaginar um time com todos
esses craques apresentar tantas atuações apáticas. É contrário à história do
clube. Duvido que esse elenco, do jeito que está, sem mudar uma única peça, não
funcionaria na mão de Jurgen Klopp ou Pepe Guardiola. Falta liderança, reitero!
Resta agora o mata-mata da Champions para salvar a
temporada, ou ao menos impulsionar a que virá. Apesar do contrato de 2 anos com
Solari, duvido muito que o técnico permaneça no próximo ano. A fase está tão
assustadora que chegam a falar do técnico português José Mourinho. Realmente, falta de planejamento não
é um mal só dos dirigentes brasileiros. Uma pena para o futebol mundial que o
Real Madrid esteja nessa situação.