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Especialistas associam reforma da Previdência a equilíbrio fiscal

A reforma da Previdência Social poderá ampliar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5% para 3% ou mais. A estimativa é atrair dinheiro do exterior e fazer com que o investimento direto ultrapasse a faixa de US$ 100 bilhões. As projeções são do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), coordenado pelo economista Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central.

Langoni relaciona a mudança da Previdência ao equilíbrio fiscal e a uma visão positiva de que o país pode crescer e honrar compromissos com investidores. “O impacto é imediato ainda que o efeito da reforma seja diluído no tempo.”

O economista estima que a economia de gastos públicos será de R$ 800 bilhões a R$ 1 trilhão, em um período de dez anos, a depender do formato final da proposta. “Na verdade, o efeito principal da reforma da Previdência é mudar a percepção do risco país”, explicou Langoni ao considerar que “a reforma é um gatilho para uma agenda de reformas”.

Estimativas

Langoni projeta uma taxa de investimento de até 21% do PIB se, além da reforma da Previdência, forem adotadas outras medidas como a desvinculação orçamentária, novos marcos regulatórios “para reduzir o poder dos monopólios e dos cartéis”, aumento de produtividade com investimento em tecnologia, flexibilização das regras trabalhistas e alteração na legislação tributária.

A perspectiva de mudanças liberalizantes na economia fez com que o índice EMBI+ , baseado nos bônus pagos aos títulos de dívida pública e que serve para avaliar o risco país, caísse de 349 pontos em 4 de setembro do ano passado para 239 na última quarta-feira (6).

Tomada de decisão

A economista Giulia Coelho, especialista em atividade econômica e inflação da consultora 4E, concorda com a avaliação. “No primeiro momento, o maior impacto da reforma da Previdência é restaurar a confiança dos agentes na economia. Dessa forma, retomar investimentos, retomar a dinâmica do mercado de trabalho, as contratações. Isso, por si só, ajuda a economia ganhar uma tração.”

Para a economista, com o ajuste fiscal obtido com a reforma, “vai sobrar dinheiro que hoje está sendo gasto com Previdência, o que possibilita um crescimento mais robusto de longo prazo”. “Qualquer investidor estrangeiro vai tomar a decisão de aplicar o dinheiro no país, se ele acreditar que a economia vai crescer de forma sustentável”, disse Giulia Coelho.

O diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), José Ronaldo Souza Jr., concorda com a especialista. “Ninguém quer investir em um lugar que vai ter uma crise”, disse. "Hoje o mercado de capitais está tendendo para uma normalidade, que ocorre nos países desenvolvidos, que é ser fonte de financiamento de curto, médio e longo prazos”, acrescentou.

Para o diretor do Ipea, a situação fiscal é uma das causas da crise e do baixo dinamismo da economia. “O desequilíbrio fiscal bastante significativo tem gerado aumento do endividamento público. Isso gera uma incerteza muito grande em relação ao país e à capacidade do governo de honrar os seus compromissos. Isso atrapalha a vinda de investimentos e atrapalha a construção de um ambiente que seja atrativo”, argumentou.

Desigualdade social

O professor de economia brasileira Alexandre Barbosa, da Universidade de São Paulo (USP), concorda com a necessidade de reformar a Previdência Social. No entanto, critica o ponto de vista fiscalista, que aponta a mudança nas regras do sistema previdenciário como caminho seguro para o país ter um crescimento mais dinâmico. “O processo de crescimento econômico está relacionado a um conjunto de fatores estruturais. Parece uma nova providência, e não nova Previdência. Como se o crescimento fosse cair do céu por uma reforma exclusiva”, ponderou .

Para Barbosa, o que traz crescimento é o consumo das famílias e os investimentos públicos e privados, diante de um contexto internacional favorável. Segundo o professor da USP, a expectativa da reforma “gera um movimento que beneficia alguns agentes com a valorização do real e da bolsa”, mas esse sentimento é “sem embasamento no crescimento real da economia”.

O professor observa que “já existe um processo lento de retomada de crescimento”, que, no entanto, não será suficiente para reduzir o desemprego, hoje com taxa de 12%. Segundo ele, como o trabalho é a principal forma de obtenção de renda dos estratos mais simples, há risco de aumento da pobreza e da desigualdade socioeconômica, que pode se agravar conforme o tipo de reforma que o Congresso Nacional vote. “Há riscos de tirar poder de compra de segmento da população que poderia dar substância à expansão do PIB.”



Boechat, um jornalista de estilo próprio marcado pelo humor ácido

O jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, nasceu em Buenos Aires, na Argentina, quando o pai Dalton Boechat, diplomata, estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores. Dono de um humor ácido, usava essa característica para noticiar fatos e criticar situações. O tom era frequente nos comentários de rádio, televisão e também na imprensa escrita.

Nos anos 1970, Boechat começou no jornalismo no Diário de Notícias como assistente do colunista Ibrahim Sued. Do Diário de Notícias, seguiu com Sued para O Globo em que trabalhou por 14 anos. Também foi chefe de reportagem da Rádio Nacional, em 1973.

Boechat foi para o Jornal do Brasil, no início dos anos 1980, após briga com Sued. Logo depois retornou ao O Globo para assumir a Coluna do Swann. Ele teve uma breve passagem pela Secretaria de Comunicação do governo Moreira Franco, no Rio de Janeiro, em 1987.

Depois, ao voltar para O Globo, o jornalista ganhou sua própria coluna: Boechat. Nesta época, o jornal estabelecia a linha editorial de ter dois colunistas sociais de prestígio: Ricardo Boechat e Zózimo Barroso do Amaral.

Em 1997, passou a ser comentarista no telejornal Bom Dia Brasil, na Rede Globo. Nesta época, sua coluna era a mais lida no jornal carioca e uma referência nos jornais impressos, pautando dezenas de redações pelo país.

Em 2006, foi para o grupo Bandeirantes. Pela manhã, apresentava um programa com seu nome dividido em duas partes: uma nacional e outra dedicada ao Rio de Janeiro. À noite, era o âncora do Jornal da Band. Também escreveu para os jornais O Dia e O Estado de S. Paulo.

Boechat teve diferentes cargos nas redações em que passou, mas sempre manteve a veia jornalística, talvez a sua maior característica profissional. Ele ganhou ganhou três prêmios Esso: em 1989, 1992 e 2001. Venceu oito vezes o Prêmio Comunique-se.

Flamenguista, foi atleta assíduo na pelada de fim de semana, que reunia artistas e jornalistas no Alto da Boavista, no Rio de Janeiro, durante muitos anos. Em 2008, escreveu Copacabana Palace: um hotel e sua história. Organizado por Cláudia Fialho, que por 17 anos foi relações públicas do hotel, o livro conta a história dos bastidores do cinco estrelas mais famoso do país.

Boechat deixa mulher, cinco filhas e um filho.



Bolsonaro pode ter influência nas eleições de 2020 no Recife, seja positiva ou negativa

LUCAS ROCHA Com o fim do pleito para presidente do ano passado, ficou claro que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não foi preferência no Nordeste do país. Na região, Bolsonaro ficou com 30,3% dos votos válidos, enquanto o candidato derrotado no 2º turno, Fernando Haddad (PT), obteve 69,7% dos sufrágios. No total, Haddad obteve 20,3 milhões, enquanto Jair ficou com 8,8 milhões de votos. Na capital pernambucana, em eleição apertada, Haddad venceu no 2º turno com 52,50% (482.673 votos), enquanto Bolsonaro teve 47,50% (436.764 votos), uma votação expressiva em uma cidade nordestina e que foi governada pelo PT por doze anos. Diante disso, é possível vislumbrar uma influência do presidente da República nas eleições municipais do Recife, seja positiva ou negativamente.


Sabe-se que o prefeito Geraldo Julio (PSB) está no segundo mandato e deverá emplacar um postulante à sucessão na prefeitura do Recife. Um nome que deve ser observado no quadro atual é o do deputado federal João Campos (PSB), que figura como possível sucessor de Geraldo na direção da capital. Campos que, inclusive, anda visitando várias comunidades do Recife, refazendo a "rota da esperança", movimento criado pelo deputado durante a campanha de 2018. João foi eleito o deputado federal mais votado do Estado, obtendo 460.387 votos. O PSB já demonstra seu caminhar pela oposição ao governo de Bolsonaro, o que poderá ser um ponto negativo para a sigla no pleito vindouro, levando em consideração a participação direta do presidente na disputa, já que na capital o PSL obteve quase 48% dos votos válidos no segundo turno.


Outro destaque na eleição passada, a deputada federal Marília Arraes (PT) também pode ser levada em consideração na disputa pela prefeitura do Recife. A deputada, segunda mais votada do Estado - ficando atrás do primo, João Campos - obteve 193.108 votos na disputa, e também se posiciona como oposição ao governo Jair Bolsonaro. Marília postulava o cargo de governadora nas eleições de 2018, e chegaria forte, entretanto, nas convenções nacionais realizadas pelo Partido dos Trabalhadores sua pretensão fora dissipada, com o decisão do partido em apoiar o então candidato à reeleição Paulo Câmara. Marília segue como potencial candidata, mas não se sabe se o PT apoiará novamente o seu nome, haja vista que o partido, no Recife, retornou há pouco para a base aliada do Governo Geraldo Julio. No entanto, para uma participação mais incisiva do presidente Bolsonaro nas eleições municipais aqui em Recife, deve-se exigir um pouco de atenção já que o PSL não tem um nome da envergadura dos citados acima para a disputa. Entretanto, acredito que, caso haja o interesse do presidente nas eleições daqui, a ideia de apoiar um candidato de uma sigla aliada pode surtir um efeito mais significativo. Um nome alternativo à esquerda seria do deputado federal Túlio Gadelha (PDT), que tem ganhado destaque no campo político e também nas redes sociais. Em outra ala da oposição, disputam uma candidatura provavelmente os deputados federais Silvio Costa Filho (PRB), André Ferreira (PSC), os estaduais Priscila Krause (DEM), Daniel Coelho (PPS) e Marco Aurélio (PRTB). Silvinho já começou ganhando destaque na Câmara Federal ao criar uma Frente Parlamentar com mais de 250 apoiadores em prol do Pacto Federativo, ao defender uma revisão na distribuição do orçamento da União. Priscila Krause é a atual líder do DEM na Assembleia Legislativa e exercerá a função de líder da oposição em 2020, ano eleitoral. A seu favor, poderá haver o movimento de participação das mulheres na política, bem como a representatividade delas.


Um nome que também pode ser citado é o do deputado federal André Ferreira (PSC). O político é irmão do atual prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR), e filho do deputado estadual Manoel Ferreira (PSC). André, que já foi vereador do Recife mais de uma vez, pode ser apoiado pelo presidente, levando em consideração a questão dos discursos, evidenciados principalmente pela esfera religiosa, na qual Ferreira apresenta bastante destaque, sobretudo no meio evangélico. O atual líder da oposição estadual é Marco Aurélio (PRTB), aliado do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), que poderá ser líder do governo do presidente Bolsonaro no Senado. Marco Aurélio é autor de proposta que torna o vice-presidente Hamilton Mourão, seu colega de partido, em cidadão do Recife, em nítido aceno ao bolsonarismo. A disputa pela 'benção' do bolsonarismo no Recife também pode ser do DEM, que tem três ministérios no Governo Federal, e tem Priscila como possível candidata. O deputado Daniel Coelho já disputou duas vezes a Prefeitura do Recife (2012 e 2016) em oposição ao PSB e é considerado por alguns com certa fadiga para enfrentar os socialistas novamente. Entretanto, ele ainda tem um eleitorado considerado, bem como imersão em diversas áreas da sociedade civil. Mas há de se avaliar a envergadura dentro da população.


Todas essas situações devem ser observadas mediante o desempenho de Bolsonaro à frente da gestão do país durante este ano e o início de 2020. Se for bem e apoiar alguém, poderá emplacar vencedores no pleito e ainda melhorar sua aceitação perante os nordestinos. Se for ruim..... Vamos aguardar que o tempo vai esquentar.




Opinião: 'Lugar de mulher é onde ela quiser'

MANOEL NETO O período eleitoral já passou. É tempo de organizar os rumos, definir estratégias e colocar, dentro dos moldes previstos na Constituição e nas leis, o país no caminho do crescimento. Mesmo assim, parece que o grupo político do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não cansa de se envolver em declarações equivocadas, radicais ou, muitas vezes, desrespeitosas. E o último decidido a dizer asneiras parece que foi o pernambucano Luciano Bivar, deputado federal e presidente nacional do partido que abrigou Bolsonaro.


Em entrevista à Folha de S. Paulo, respondendo questionamentos sobre o suposto caso de uma candidatura laranja no PSL, Bivar decidiu engrandecer o seu ponto de vista emitindo uma opinião sobre a questão de gênero na política. Disse que política é uma questão de “vocação”. Afirmou que é muito mais da natureza feminina criticar do que ter interesse pela vida pública. Indica que “não é muito da mulher”. Ao associar essa questão à vocação, é possível deduzir, pela fala do deputado, que os homens têm mais vocação para a política do que as mulheres.


Qualquer que tenha sido a caverna em que Bivar chegou a essa conclusão, ela é de todo equivocada. Parece muito mais uma declaração vinda do Período Colonial. Bem informado e instruído que é, Bivar certamente sabe das lutas femininas para a garantia dos direitos sociais, da participação política e na busca pelo seu espaço na sociedade. O pensamento evoluiu (ainda bem) e, com isso, esse tipo de ideia se mostra antiquada e desrespeitosa. Até mesmo dentro do seu próprio campo político: a exótica deputada federal Joice Hasselman (PSL-SP) promete, hoje, ser uma das maiores vozes do PSL na onda renovadora do parlamento. O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, tão defendido pelo presidente Bolsonaro (deputado no período), só prosperou pela luta incansável de Janaína Paschoal, hoje deputada estadual, eleita pelo próprio PSL, com votação recorde no estado de São Paulo.


O núcleo de Jair Bolsonaro parece obstinado a buscar soluções para corrigir as fraturas sofridas pela economia brasileira nos últimos anos. Mas, para governar, é preciso mais do que isso: mostrar à sociedade um compromisso com a igualdade e o respeito a todos, respeitando as aspirações de cada um. Declarações desse tipo em nada contribuem para esse objetivo. Alguém precisa lembrar ao deputado Luciano Bivar que, hoje, a mulher não mais precisa da opinião de outrem para descobrir sua própria vocação. O lugar delas é aquele em que elas quiserem estar.


Azul incrementa hub em Pernambuco com instalação de base para tripulantes

Principal centro de conexões da Azul Linhas Aéreas no Nordeste e o terceiro no Brasil, o Recife abrigará, a partir de junho, a nova base da companhia para tripulantes. O anúncio da instalação do crew desk, como é chamado esse tipo de instalação, foi feito pelo governador Paulo Câmara após receber o presidente do Comitê Executivo da empresa, José Mário Caprioli, nesta sexta-feira (8), no Palácio do Campo das Princesas. A expectativa para os próximos 12 meses é de que a nova base proporcione cerca de 300 postos de trabalho diretos, sendo 110 para pilotos e 190 para comissários. O espaço irá funcionar no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, na Imbiribeira, Zona Sul da capital pernambucana.

Implantado em 2016 no Recife, quando a empresa operava 26 ligações diárias partindo da capital pernambucana, o hub regional da Azul quase triplicou o número de voos desde então. “Saímos de 26 voos diários para 56, e de 11 para 31 destinos, entre nacionais e internacionais. Isso mostra o acerto da política dessa parceria, feita há três anos, que agora se consolida com a instalação de uma base aqui. São cerca de 300 pessoas, entre comandantes e comissários, que vão morar no Recife e na Região Metropolitana, o que é bom para a economia e para o turismo”, frisou Paulo Câmara.

Para o governador, a novidade é fruto do sucesso e da seriedade da parceria firmada com a Azul, que tem obtido avanços nos últimos anos. “Foi um acerto nosso, porque não é fácil em apenas três anos ampliar em três vezes o número de destinos. Pernambuco hoje é uma referência. Somos ligados com todas as capitais do Nordeste e todo mundo que sai da Região tem que passar pelo Recife. É uma parceria realmente importante, com uma empresa séria, que presta um serviço de qualidade e pontualidade”, reforçou.

A expectativa, segundo a Azul, é receber ainda este ano pilotos das aeronaves Airbus A320neo e, em 2020, comandantes e copilotos dos turboélices ATR. As aeronaves têm capacidade de 70 até 174 assentos e são utilizadas desde em rotas regionais até voos de longo curso dentro e fora do país. Os comissários da base em Pernambuco servirão não somente aos Airbus A320neo e os ATR, mas também às demais aeronaves da companhia.

De acordo com o presidente do Comitê Executivo da Azul, José Mário Caprioli, a chegada da nova base vai promover uma melhoria significativa na qualidade de vida dos funcionários da empresa no Nordeste. “Todos de Pernambuco e da região Nordeste que queiram investir nessa carreira de piloto e comissário passam a ter essa oportunidade de residir na cidade do Recife. Todas as vagas novas desse tipo de mão de obra, que é de alta qualificação, com um ambiente salarial diferenciado, vão ser abertas aqui em Pernambuco”, salientou.

CRESCIMENTO DA MOVIMENTAÇÃO – O aumento do número de pousos e decolagens registrados no Aeroporto do Recife chegou a superar a margem de 100% nos últimos três anos. Em 2015, foram 7.999 decolagens e 8.013 pousos, contra 11.396 decolagens e 11.448 pousos no ano seguinte. Já em 2018, foram contabilizadas 17.166 decolagens e 17.118 pousos.

De acordo com o prefeito do Recife, Geraldo Julio, que participou da reunião, a parceria com a Azul foi uma decisão bastante acertada do Governo do Estado, tomada alguns anos atrás. “Quando as companhias aéreas estavam em crise, os últimos anos foram muito difíceis para as indústrias aéreas, mas a Azul cresceu no Brasil e cresceu muito mais no Recife por conta dessa parceria, da política de incentivos que foi criada pelo governo estadual”, pontuou.

Estiveram presentes também o deputado federal Felipe Carreras (PSB), os secretários estaduais Rodrigo Novaes (Turismo e Lazer) e Fernandha Batista (Infraestrutura e Recursos Hídricos), o diretor da Azul, Marcelo Bento, além dos secretários municipais Ana Paula Vilaça (Turismo, Esportes e Lazer) e Guilherme Calheiros (Desenvolvimento Econômico).



Raquel Dodge quer Pedro Corrêa de volta para a cadeia

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encaminhou, nessa quinta-feira (7), ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedido para que o ex-deputado federal pernambucano Pedro Corrêa volte ao presídio para cumprir o restante da pena imposta ao político no julgamento do Mensalão (Ação Penal 470). Para viabilizar a medida, a PGR manifestou-se pela suspensão da execução das penas decorrentes do acordo de colaboração firmado por Corrêa no âmbito da Operação Lava Jato.


A manifestação é endereçada ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, que é o relator da execução da pena do Mensalão. Caberá a ele decidir como Pedro Corrêa deverá cumprir as duas sanções: a do Mensalão e a decorrente do acordo de colaboração. No caso do Mensalão, a pena foi de 7 anos e 2 meses, inicialmente em regime semiaberto. No entanto, em 2015, o STF determinou a regressão de regime, para o fechado, após solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O motivo foi a descoberta da prática de crime doloso pelo condenado que, à época, também estava inadimplente em relação à multa aplicada no julgamento.


Em relação à sanção estabelecida no âmbito da colaboração premiada, embora haja a possibilidade de condenação à pena máxima de 20 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão, Pedro Corrêa deveria cumprir dois anos em regime fechado – contados da data da celebração do acordo –; um ano em prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico; e mais um ano sem monitoramento. Essa pena começou a ser cumprida na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Em março de 2017, após a defesa alegar problemas de saúde, Pedro Corrêa teve autorização judicial para cumprir prisão domiciliar, inclusive, sem o monitoramento eletrônico.


Na manifestação encaminhada no âmbito da Execução Penal 16 (Mensalão), a procuradora-geral da República chama atenção para os reflexos da execução da sanção decorrente da colaboração premiada na pena estabelecida na AP 470, frisando a importância da retomada dessa sanção específica. Raquel Dodge explica que o cumprimento da pena do Mensalão está suspenso desde 10 de março de 2016, quando começaram a ser executadas as sanções premiais. Desse modo, “no que diz respeito à AP 470/MG, Pedro Corrêa cumpriu, em regime fechado (após a regressão) cerca de 4 meses de reclusão”, destaca. Ao todo, segundo ela, o político cumpriu até o momento, 2 anos e 3 meses dos 7 anos e 2 meses impostos pelo STF.


Na peça, a procuradora-geral enfatiza porque a retomada da pena deve ocorrer conforme o regime estabelecido em 2015, pelo Plenário da Suprema Corte, que confirmou entendimento prévio do relator. “Para além desse reinício de contagem, a progressão de regime na AP 470/MG somente deve ser implementada na hipótese de o sentenciado pagar a pena de multa estabelecida, condição imposta a todos os demais condenados na mesma ação penal”, enfatizou em um dos trechos documento.


Raquel Dodge defende que, depois de cumprida a pena do Mensalão – ou atingido o estágio de compatibilidade -, Corrêa poderá retomar os benefícios previstos no acordo de colaboração premiada para cumprir a pena no âmbito da Lava Jato. Raquel Dodge também requer que a execução da pena referente à Operação Lava Jato permaneça sob a responsabilidade da 12ª Vara Federal, que já acompanha o caso. A PGR pede ao STF que Pedro Corrêa seja avaliado por junta médica oficial para averiguar o atual estado de saúde, e, ainda, se há possibilidade de tratamento médico dentro do sistema prisional.



Novos deputados estaduais tomam posse nesta sexta-feira (1º) na Alepe

JOSÉ MATHEUS SANTOS matheussantos@portalrcf.com.br A nova bancada de deputados estaduais de Pernambuco toma posse nesta sexta-feira (1º) na Assembleia Legislativa a partir das 15h. A cerimônia será presidida pela deputada Delegada Gleide Ângelo (PSB), mais votada nas eleições do ano passado, bem como da história política do Estado.

O PSB terá a maior bancada da Casa, com 12 parlamentares. 11 foram eleitos pela sigla em 2018, mas o número aumentou por conta da ida de Rodrigo Novaes (PSD) para a Secretaria de Turismo a convite do governador Paulo Câmara (PSB). No lugar de Novaes, ficará Sivaldo Albino, também socialista, cotado para ser candidato a prefeito de Garanhuns, atualmente governada pelo oposicionista ao Palácio Izaías Régis (PTB).

Com a ida de Aluísio Lessa para a Secretaria da Ciência e Tecnologia, também chamado por Paulo, outro suplente da coligação do PSB foi convocado: Professor Paulo Dutra.

O PP terá dez deputados na nova legislatura, sendo a segunda maior bancada, com aumento de 150% em relação ao número de eleitos em 2014.

A base aliada do governador chega a 32 dos 49 deputados na Alepe. A oposição, com 17 nomes, será liderada pelo deputado Marco Aurélio (PRTB). Ficou acertado, nos bastidores, um rodízio para que, mais à frente, a deputada Priscila Krause (DEM) exerça o posto. O governo ainda não tem líder definido no Parlamento estadual.

Dos 49 nomes eleitos para a Casa Joaquim Nabuco, 25 foram reeleitos, enquanto 24 representam a renovação. Os mandatos irão até janeiro de 2023.

Confira, abaixo, os nomes dos novos integrantes da Assembleia Legislativa de Pernambuco, de acordo com as respectivas votações em 2018:

Delegada Gleide Ângelo (PSB) - 412.636

Pastor Cleiton Collins (PP) - 106.394

Guilherme Uchoa Júnior (PSC) - 71.898

Doriel Barros (PT) - 66.990

Clodoaldo Magalhães (PSB) - 65.750

Aglailson Victor (PSB) - 64.763

Lucas Ramos (PSB) - 62.968

Adalto Santos (PSB) - 60.084

Simone Santana (PSB) - 56.583

Joaquim Lira (PSD) - 56.336

Manoel Ferreira (PSC) - 51.885

Clarissa Tércio (PSC) - 50.789

Francismar (PSB) - 50.577

Diogo Moraes (PSB) - 50.188

Gustavo Gouveia (DEM) - 50.058

Tony Gel (MDB) - 49.133

William Brígido (PRB) - 46.759

Joel da Harpa (PP) - 46.524

Claudiano Filho (PP) - 46.314

Priscila Krause (DEM) - 46.123

Alessandra Vieira (PSDB) - 45.115

Antônio Coelho (DEM) - 44.277

Alberto Feitosa (Solidariedade) - 42.303

Fabiola Cabral (PP) - 41.857

Rogério Leão (PR) - 40.307

Juntas (PSOL) - 39.175

Waldemar Borges (PSB) - 39.031

Álvaro Porto (PTB) - 38.712

Clóvis Paiva (PP) - 37.403

Antonio Moraes (PP) - 37.389

Eriberto Medeiros (PP) - 36.580

Henrique Queiroz Filho (PR) - 35.671

Isaltino Nascimento (PSB) - 35.218

Romero Sales Filho (PTB) - 35.195

Zé Queiroz (PDT) - 32.740

Teresa Leitão (PT) - 31.530

João Paulo (PCdoB) - 29.442

Romero Albuquerque (PP) - 29.262

Delegado Erick Lessa (PP) - 29.128

Roberta Arraes (PP) - 28.649

Antonio Fernando (PSC) - 27.605

Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB) - 26.783

Romário Dias (PSD) - 26.392

Wanderson Florêncio (PSC) - 24.971

João Paulo Costa (Avante) - 24.789

Dulcicleide Amorim (PT) - 22.359

Sivaldo Albino (PSB) - 18.256 votos (suplente de Rodrigo Novaes)

Professor Paulo Dutra (PSB) - 17.938 (suplente de Aluísio Lessa)

Fabrizio Ferraz (PHS) - 17.729



Articulações se intensificam para eleições da Mesa da Assembleia Legislativa

JOSÉ MATHEUS SANTOS matheussantos@portalrcf.com.br A reta final que antecede as eleições para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) tem sido de emoções. Apesar de a presidência já estar praticamente garantida a Eriberto Medeiros (PP), que deverá ser o único candidato ao posto, conseguindo a reeleição, as disputas pelos demais cargos da Mesa estão com articulações intensas dia após dia. As votações vão acontecer na sexta-feira (1º), a partir das 15h. logo após as posses dos 49 parlamentares eleitos nas eleições de outubro passado.


Na disputa pela primeira vice-presidência, estão os deputados Aglailson Victor e Simone Santana, ambos do PSB. O bate-chapa entre os dois é inevitável e, nos bastidores, Victor desponta como favorito por conta do bom trânsito com os novos parlamentares bem como os antigos. Ele tem dialogado, incansavelmente, todos os dias nessa reta final com colegas parlamentares. “Estou confiante na vitória porque tenho dialogado e ouvido todos os colegas parlamentares e é o sentimento da Casa, que é bem favorável a nossa candidatura”, disse Victor.

O jovem parlamentar, de apenas 23 anos, pretende aproximar a Assembleia da sociedade pernambucana. “A gente fez uma campanha bem próxima à população, e vamos convidar as pessoas para frequentarem a Casa, pois a população precisa conhecer cada vez mais o trabalho dos deputados. Algumas ações passam despercebidas e isso não deveria acontecer”, relatou Victor.


Enquanto isso, Simone Santana, na corrida por votos, reuniu, na última terça-feira (29), a bancada feminina eleita para um almoço. Ela argumenta que é preciso aumentar a representatividade das mulheres na Mesa e que, caso seja eleita, seria a primeira mulher vice-presidente da Casa Joaquim Nabuco, logo, um marco. “É importante que as mulheres ocupem os espaços importantes. Trago também a experiência de ter sido presidentes de comissões, como a de Defesa da Mulher. A participação do mandato foi uma pauta defendida na campanha e ao longo do nosso mandato”, destacou.

“Nesses espaços, é importante tanto a experiência política como a experiência de vida, pois são decisões importantes que estão sendo tomadas e ela pesa para haver poder de decisão na Mesa”, declarou Simone, em contraponto ao concorrente Aglailson Victor, novato. No início da semana, o diretório do PP, que tem a segunda maior bancada da Casa, com 10 deputados, indicou apoio a Simone, mas, apesar disso, uma parte dos parlamentares da bancada da sigla progressista, ouvidos em reserva pela reportagem, diz que vão votar em Victor.


O PSC, terceira maior bancada, com cinco deputados eleitos, indicou o deputado Guilherme Uchôa Júnior para a postulação da segunda vice-presidência. Na concorrência por esta vaga, está Romário Dias (PSD), decano da Casa, que já foi por três vezes presidente da Alepe. Romário confirmou ontem a candidatura.


A primeira-secretaria, responsável pela gerência do orçamento, ficará com o PSB. Três socialistas disputam o posto: o favorito Clodoaldo Magalhães, Francismar Pontes e Isaltino Nascimento, que tem chances remotas de vencer o bate-chapa na sexta-feira (1º). O apoio do PP à postulação de Clodoaldo ratificou o seu favoritismo. Magalhães também tem apoio de parte dos 11 colegas de bancada do PSB.

Na disputa pela segunda-secretaria, deve haver bate-chapa entre dois deputados do PP, segunda maior bancada da Casa: Cleiton Collins e Claudiano Filho. Ainda não se sabe se poderá ser feito um acordo entre eles a um dia das eleições para a Mesa.

Para a terceira-secretaria, a deputada Teresa Leitão (PT) deverá ser eleita, após acordo feito com o deputado Rogério Leão (PR), que chegou a lançar candidatura, para que ele ocupasse o cargo no biênio 2021/2022. Outro nome consolidado é o de Álvaro Porto (PTB) para a quarta-secretaria.



Novos deputados federais de Pernambuco tomam posse nesta sexta-feira (1º)

JOSÉ MATHEUS SANTOS matheussantos@portalrcf.com.br Nesta sexta-feira (1º), tomam posse os novos deputados federais de Pernambuco. A cerimônia acontece na Câmara Federal, em Brasília. 14 parlamentares foram reeleitos em outubro, enquanto onze são novatos.

17 partidos diferentes serão representados na bancada pernambucana. Os parlamentares que tomam posse nesta semana têm mandato válido até janeiro de 2023.

O PSB elegeu o maior número de deputados no Estado e estará representado por cinco pernambucanos, entre eles o mais votado, deputado João Campos, filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 2014, enquanto estava em campanha para a disputa da Presidência da República.

O PT elegeu dois parlamentares, assim como PDT, PRB e PP. A única mulher parlamentar de Pernambuco no Congresso será Marília Arraes (PT), segunda mais votada. Os demais partidos elegeram um representante cada.

Confira os novos deputados federais de Pernambuco, de acordo com a votação no pleito de outubro:

João Campos (PSB) - 460.387

Marília Arraes (PT) - 193.108

Andre Ferreira (PSC) - 175.834

Sebastião Oliveira (PR) - 129.978

Pastor Eurico (Patriota) - 125.025

André De Paula (PSD) - 118.641

Luciano Bivar (PSL) - 117.943

Felipe Carreras (PSB) - 114.268

Eduardo da Fonte (PP) - 113.640

Silvio Costa Filho (PRB) - 109.185

Daniel Coelho (PPS) - 97.745

Fernando Filho (DEM) - 92.188

Danilo Cabral (PSB) - 91.635

Raul Henry (MDB) - 87.585

Wolney Queiroz (PDT) - 82.592

Fernando Monteiro (PP) - 82.071

Gonzaga Patriota (PSB) - 80.498

Augusto Coutinho (Solidariedade) - 77.817

Túlio Gadêlha (PDT) - 75.642

Ricardo Teobaldo (Podemos) - 73.551

Carlos Veras (PT) - 72.005

Bispo Ossesio (PRB) - 65.939

Renildo Calheiros (PCdoB) - 57.919

Tadeu Alencar (PSB) - 53.597

Fernando Rodolfo (PHS) - 52.824

 

 



Geraldo Julio vai à Câmara Municipal para abertura do ano legislativo

O prefeito Geraldo Júlio (PSB) confirmou presença, na próxima sexta-feira, dia 1º de fevereiro, na reabertura dos trabalhos da Câmara Municipal do Recife, após o recesso parlamentar.

A reabertura ocorrerá numa reunião solene, às 10h, com a presença de todos os vereadores. O prefeito fará a leitura da mensagem em que abordará as linhas da gestão para o presente ano.

O prefeito comparecerá à solenidade em cumprimento ao artigo 54, inciso VII, da Lei Orgânica, que determina a ele remeter mensagem e plano de governo à Câmara do Recife por ocasião da abertura da sessão legislativa.

Na reunião solene, o presidente da Câmara, vereador Eduardo Marques (PSB), dará posse a quatro novos vereadores que assumem as vagas deixadas por parlamentares que foram eleitos para outras esferas do poder: João da Costa (PT) assumirá a vaga deixada por Marília Arraes, eleita deputada federal. Os outros três parlamentares que deixam a Casa assumem como deputados estaduais. Por isso, Goretti Queiroz (PSC) ocupará a cadeira de Wanderson Florêncio; Samuel Salazar (PRTB) assumirá no lugar de Marco Aurélio Medeiros e Wilton Brito (PP), a vaga deixada por Romero Albuquerque (PP).

O diretor do Departamento Legislativo, Paulo Rogério Nascimento, observou que a Câmara Municipal do Recife ingressa na terceira sessão legislativa, que significa o terceiro ano de mandato iniciado em 2017.

Ele acrescentou que o Legislativo Municipal tem uma nova Comissão Executiva, que tomou posse no dia 2 de janeiro. Nessa Comissão, o atual presidente (Eduardo Marques) se manteve no cargo, assim como o primeiro vice-presidente (Carlos Gueiros, do PSB). A segunda vice ficou com o vereador Chico Kiko (PP) e a terceira com o vereador Fred Ferreira (PSC).

O primeiro secretário é o vereador Romerinho Jatobá (PROS); o segundo, o vereador Hélio Guabiraba (PRTB) e o terceiro, o vereador Rinaldo Júnior (PRB). Os suplentes de secretários são os vereadores Marcos di Bria (PSDC) e Amaro Cipriano Maguari (PSB).

 

 


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